"Só se é pessoa, só se é realmente humano, no autêntico, livre e integrado ato de se desenvolver." (ROGERS, 1974)

Como Diretora Pedagógica e professora da Just CODING, estou sempre procurando conhecer mais sobre formas mais interessantes de ensinar e aprender.

Foi assim que comecei a participar do grupo de estudos em Psicologia Humanista, coordenado pelo Psicólogo Luis Maciel no Instituto Humanista de Psicoterapia . Este grupo se reúne uma vez por mês, para discutir textos sobre Psicologia Humanista, principalmente os textos de Carl Rogers, fundador desta corrente.

"A Psicologia Humanista é marcada por um compromisso de engajamento em favor da mudança social e cultura, em direção à uma sociedade com valores mais humanos, menos controladora, mais atenta às necessidades intrínsecas de auto-realização, mais criativa e lúdica, envolvendo relações pessoais mais abertas, autênticas, auto-expressivas e prazeirosas, [...], enfim, onde a pessoa, em sua liberdade e autodeterminação no desenvolvimento de suas possibilidades, fosse o valor supremo, contra todos os dogmas, valores e autoridades externamente constituídas." (BUENAI JR., 1998)

Os textos e encontros tem sido de extrema relevância, incentivando novas formas de pensar o ensino. Assim como a Psicologia Centrada na Pessoa, podemos aplicar os conceitos de Carl Rogers ao Ensino Centrado na Criança, onde o papel mais importante do educador é fornecer um ambiente seguro, acolhedor e respeitoso para que o aluno possa crescer e fazer suas descobertas. Desta forma, o ensino deve funcionar da mesma forma que os Grupos de Encontro descritos por Carl Rogers: 

"Com a redução da rigidez defensiva, os indivíduos podem ouvir-se uns aos outros e aprender um dos outros, em maior medida." (ROGERS, 1974)

No Capítulo 11, "Uma Teoria da Personalidade e do Comportamento", do livro "Terapia Centrada no Cliente", (ROGERS, 1992), Carl Rogers enfatiza:

"[...] o acompanhamento centrado no cliente mostrou-se um método tão valioso para observar o comportamento a partir da estrutura de referência da pessoa. A situação minimiza a necessidade de atitudes defensivas. A pessoa, normalmente, sente-se motivada a comunicar seu próprio mundo especial, e os procedimentos utilizados encorajam-na para isso."
"[...] Além de uma compreensão mais nítida do significado do comportamento, as oportunidades para um novo aprendizado são maximizadas quando abordamos o indivíduo sem um conjunto preconcebido de categorias nas quais esperamos encaixá-lo." (ROGERS, 1992)

Este é o grande aprendizado que tenho tido com este grupo de estudos: a valorizar as particularidades de cada criança, respeitar seus momentos e interesses, e construir com ela o novo conhecimento, de maneira prazeirosa e autêntica.

REFERÊNCIAS:
[BUENAI JR., 1998] Elias Buenai Jr., "Tornar-se Transpessoal". 1998.
[ROGERS, 1974] Carl Rogers, "Tornar-se Pessoa". 1976.
[ROGERS, 1992] Carl Rogers, "Terapia Centrada no Cliente". 1992.
 

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