Tradução adaptada de "5 Myths About Teaching Kids to Code"
Autor: MATTHEW LYNCH
Data: 6 de Janeiro de 2017

Desde que a revolução digital começou, ensinar as crianças como programar computadores tornou-se uma indústria em ascensão. Há uma série de aplicativos, manuais, tutoriais etc., que ensinam as crianças estas habilidades.

Aprender a programar desde pequenas ajuda as crianças a desenvolverem habilidades para resolução de problemas, incrementa sua criatividade e melhora seu nível de atenção. A Just CODING é uma escola em Belo Horizonte que oferece exatamente este tipo de aprendizado, para crianças a partir dos 5 anos de idade.

Há entretanto alguns mitos quando se trata de aprender programação enquanto jovem. Escolhemos os cinco mais comuns para discutir.

Mito 1: Crianças não conseguem aprender a programar tão jovens

Crianças aprendem em uma velocidade altíssima na idade entre cinco a 12 anos de idade. A melhor maneira de ensinar as crianças a programar é matriculá-las cedo em aulas de programação.

Em todo o mundo há uma grande discussão sobre se programação deve ou não ser incluída no currículo regular das escolas. A resposta mais simples é que não existe barreira de idade para aprender a programar, sendo que programação é uma boa prática para a construção de uma mente criativa.

Há várias plataformas e recursos feitos especialmente para ensinar programação para crianças. A maioria das ferramentas combina programação e jogos, o que as torna mais atraentes para as crianças.

Na Just CODING usamos ferramentas adequadas para cada faixa etária, a partir dos 5 anos de idade, como a plataforma do CODE.ORG, robôs Lego WeDo 2.0 e Cubetto, além de Scratch Jr.

Mito 2: As crianças ficam facilmente entediadas com programação

Sim, quando programação é ensinada da mesma maneira como seria para um adulto, é chato. Felizmente, existem muitas ferramentas divertidas e envolventes para ensinar as crianças a escreverem suas primeiras linhas de código. A combinação de jogos e conceitos teóricos é perfeita para manter a atenção das crianças. Também torna mais fácil captar a lógica por trás da atividade de forma intuitiva e divertida.

Mito 3: Eles vão passar muito tempo na frente da "tela"

Muitos pais, corretamente, têm medo de "colar" seus filhos a uma tela de computador (ou tablet, ou celular). Além disso, acreditam que crianças não conseguem se sentar e focar sua atenção em uma única coisa.

O que os pais desconhecem é que programar pode começar longe das "telinhas". Quando eles são jovens, o mais importante é ensinar as crianças a pensarem na direção certa. Desta forma, a criança vai estar bem preparada para todas as profissões que requerem lógica e habilidade para resolução de problemas.

Oferecer a Alfabetização no Inventar (Invention literacy) é estabelecer as bases para auto-confiança na criação, desenvolvendo as habilidades necessárias para entender e criar objetos, desde torradeiras até aplicativos. Esta alfabetização pode ser praticada desde muito jovem, e essa prática ocorre através da compreensão e da exploração do ambiente e da invenção coisas novas.

Sabe-se que as crianças gostam de explorar, por isso não é difícil despertar seu interesse por aprender princípios de programação introduzindo-os como um jogo. Por isto, uma parte considerável das aulas da Just CODING não usam computador, ou seja, são desconectadas (unplugged). De 5 a 7 anos, metade das aulas são unplugged, de 8 a 12 um terço, e acima de 14 um quarto.

Mito 4: Meninas não gostam de aprender a programar

Há um equívoco comum de que meninas não gostam, ou não deveriam aprender a programar porque programação é trabalho de homem. Isso está mudando a medida que mais e mais mulheres optam por programar computadores como sua profissão.

A pequena percentagem de mulheres na indústria de programação não deve desanimar mães e pais de oferecerem às suas filhas a oportunidade de aprender a programar. Lembrando que houve um tempo em que as mulheres eram desencorajadas a aprender a ler, porque isto as masculinizava. 

Diversos estudos mostram que, quando participam, as mulheres são tão boas ou melhores do que seus pares masculinos. Sabemos também que o desinteresse de meninas por Matemática e Ciências Exatas começa a partir dos 10 anos de idade, principalmente por falta de modelos positivos e pressão social. Portanto é fundamental estimulá-las e oferecer esta opção o quanto antes.

Mito 5: Você deve escolher a "linguagem certa" desde o início

Há uma grande discussão sobre qual é a melhor linguagem de programação para começar e qual linguagem é mais amigável para crianças.

Se usarmos como exemplo as línguas utilizadas na vida real, seria melhor começar com uma linguagem que contém uma sintaxe que é fácil de aprender. Bons exemplos disto em programação são Python, ou JavaScript, que podem facilmente ser usadas em todos os dispositivos e em qualquer navegador web.

Mas é muito difícil escolher uma única linguagem certa porque cada criança é diferente e, enquanto algumas podem facilmente captar a sintaxe de uma determinada linguagem, outras podem ter mais dificuldade em aprender. Além disso, pode ser difícil prever que linguagem estará em alta demanda quando a atual geração de crianças crescer.

Dito isto, a Just CODING ensina em JavaScript (inicialmente com bloquinhos, depois digitado), mas nosso foco está na resolução de problemas, no gerenciamento de projetos e nas habilidades sociais, capacidades que irão melhorando a medida que as crianças estão aprendendo a programar. 

 Linguagens de Programação Populares em diversas épocas...

Linguagens de Programação Populares em diversas épocas...

Ao contrário de línguas faladas, que podem ter estruturas completamente diferentes (como Português e Chinês, por exemplo), a lógica de programação e solução de problemas é bem similar entre a maioria das linguagens de programação.

Se as crianças aprenderem os fundamentos básicos em uma linguagem, elas poderão aprender com facilidade outras linguagens de programação no momento em que precisarem.

Conclusão

O ensino da programação de computadores é uma oportunidade genial para que crianças se tornem produtoras de tecnologia e aprendam solução de problemas de forma estruturada, com pensamento crítico e analítico.

Vamos construir o futuro?

 

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